futuro mais-que-perfeito.

Esperas o que a vida te reserva: confias no destino. Entregas aos deuses. Jogas na sorte e fazes figas. Esperas novamente. E nada muda, semana após semana. O mundo gira e tu permaneces, imóvel, à espera. Repetes a mesma sequência que aprendeste na escola "ser, estar, permanecer, ficar". Esqueces que só somos o que continuamente nos tornamos e que, para o sentir, temos de ser nós a fazer o mundo girar. Mudar, ser diferente, faz-se de dentro para fora. Quando arriscamos ver-nos com novos olhos, para lá do que na vida nos constrange e quando, no exacto espaço entre o sonho e a realidade, nos reclamamos autores de uma nova possibilidade. Quando deixamos de estar à espera do que há-de acontecer e, finalmente, conjugamos a mudança na primeira pessoa. Precisamos de interromper o fio do tempo e gerar a crise, aceitando os despojos, no luto dos caminhos que não percorremos. Confiar na possibilidade imensa do desconhecido e acreditar que vale a pena partir, a caminho de nós, ao encontro do sonho. Assumindo o risco, aprendendo com os erros, na certeza de que a vida não se ensaia - só se vive - e que isso vale a pena, se fizermos do sonho possibilidade. Então, teremos mudado a vida, nesse futuro mais-que-perfeito.


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