agradecer, dando.

De todas as efemérides que temos importado dos EUA, a mais bonita está ainda por trazer: o dia de Acção de Graças. Parar, por um dia, para, junto dos que mais gostamos, agradecer é, simultaneamente, belo e brilhante.

Não teremos, provavelmente, peru assado neste almoço. E o dia será mais próximo da rotina semanal do que de um feriado nacional. Dificilmente nos rodearemos da família inteira. Mas podemos viver a gratidão dentro de cada de nós na sua forma mais plena: dar graças por aquilo que temos (e dizê-lo) e, inspirados pelas bênçãos de uma qualquer espiritualidade, devolve-lo ao mundo, em gestos de bondade com quem cruzar o nosso caminho.

Um minuto a mais para o colega que tem vontade de contar a vida inteira. Um sorriso ao carro impaciente ao nosso lado no semáforo. Um café que oferecemos à senhora atrás de nós na fila para o almoço. A porta que seguramos à espera que o vizinho tire o filho do carro. O elogio verdadeiro que tendemos a calar.

Está nas nossas mãos celebrar a vida e o bom (que permanece) do mundo em que vivemos. Está nas nossas mãos agradecer, dando.


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